MULTIPLICAÇÃO DE PERFIS.

Das princesinhas aos loucos por logotipos, estudo identifica oito tipos de consumidores que gastam em média, 20 mil euros por ano com compras de produtos de luxo.

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Hoje, o mundo tem 390 milhões de consumidores de luxo. Em sete anos, eles serão 465 milhões. Um estudo feito pela Boston Consulting Group com a Fundação Altagama também calcula que os 755 bilhões de euros gastos em bens pessoais e experiênciais (viagens, hotéis, etc.) em 2014 vão pular para 1,015 trilhão até 2021.Carros e iates não entram nesta conta.

Mas quem são estes consumidores de quem estão falando? Para tentar desossar este faisão trilionário, a consultoria organizou uma pesquisa envolvendo um “conselho” de 20 empresas e dez mil consumidores de dez países”, o Brasil inclusive, que gastam em média de 20 mil euros em produtos de luxo por ano. Para chegar aos oito globais, foram mapeadas e compiladas 500 variedades e comportamentos identificadas nos “longos” questionários.

O “absolute luxuer”, por exemplo, é aquele que cresceu tão submerso no mundo da exclusividade que luxo é uma commodity em sua vida. Cerca de 2,2 milhões de indivíduos entre 35 e 45 anos fariam parte deste perfil concentrados na elite europeia. O brasil teria 9% de seus consumidores nesta classificação. Cada um deles gasta 30 mil euros em luxo por ano.

Os “megacitiers” são os transformadores de tendências, que dividem os mesmos gostos e destinos de férias, seja em Nova York, Paris ou São Paulo, e estão reunidos na faixa de 30 aos 35 anos. Do Total de 2,5 milhões de inteqrantes desta categoria, 55% são mulheres, investem 17 mil euros por ano em artigos de couro (95%), roupas (87%), hotéis e viagens (73%). Para o Brasil, representam 33% do seu contingente abonados.

O “experiencer” é mais maduro (45/50 anos) e acredita que “o luxo real precisa ser compartilhado”. São 2,8 milhões de consumidores, sendo 68% homens, que aplicam em férias exclusivas (64%), em restaurantes e vinhos (59%) e em hotéis de luxo (56%). Entre os brasileiros, eles são 7% Para os japoneses, representam 24%. Passaporte para a felicidade de 13 mil euros por ano.

Pela pesquisa, este três perfis somados vão responder por 65% do crescimento do mercado de luxo no topo da pirâmide até 2021. “Cada marca tem sua estratégia e seria equivocado dizer que há uma regra a ser aplicada para cada uma”, diz Antonio Achille, sócio da BGG na Itália e coautor do estudo.

Com uma leitura segmentada dos consumidores, contudo, as decisões podem ser bem mais precisas. “Com base nas entrevistas, é possível afirmar, por exemplo, que legimidade de uma marca em uma marca em uma categoria específica é importante para ter sucesso. Por exemplo, 80% dos “absolute luxers” que compram uma bolsa de luxo nos últimos 12 meses preferiram as de grifes originárias de artigos de couro do que as de lifestyle”.

É curiosos notar no estudo que há mais brasileiros interessados no luxo como “veículo para um mundo melhor” do que em distinção social. Os “social wearers” representariam 10% dos consumidores de luxo brasileiro. Tem entre 35 a 40 anos, são atraídos por produtos e serviços compromissados com a sustentabilidade e desembolso 10 mil euros por ano. Já a turma da ostentação, os “status seekers”, na mesma faixa etária, estacionaram em 6%. Suas coleções de logos consomem 7 mil euros por ano. Por sinal, entre 2013 e 2014, os “interessados no social” mis que dobraram de tamanho entre os consumidores de luxo – são hoje 1,8 milhão. Os militantes do “Bling ring” diminuíram em 100 mil, ficando em 3 milhões de exibidos que gastam 7 mil euros por ano.

Por outro lado, os “little princess” aqueles que desfrutam da prosperidade dos pais, chegam a 20% entre os brasileiros. Estes jovens entre 18 a 25 anos têm a disposição 10 mil euros para despender por ano.

Achile explica que um perfil exclui o outro, mas que um “little prince” pode se tornar um dia um “absolute luxerer”. Para a indústria, o importante é que ele continue a acreditar no luxo como parte de seu reinado.

matéria publicada no jornal Valor em 7 de maio de 2015 por Angela Klinke

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