OSCAR FREIRE 2.0 SE APROXIMA DOS CONSUMIDORES

Com eventos e mistura de lojas, rua de comércio de luxo tem espírito revigorado.

Uma sorveteria estrangeira inaugurada com piquenique, uma nova praça com “food truck” e Wi-Fi; uma joalheria com fachada pintada pelo artista plástico Eduardo Kobra. Com esse caldeirão de novidades, a Oscar Freire se reposiciona e volta a tomar o posto de uma das ruas mais vibrantes da cidade.

A revitalização ocorre depois de muitos consumidores se questionarem sobre o futuro da via. Entre 2012 e 2013, marcas internacionais importantes, como Cartier, Ferragamo e Christian Dior, fecharam suas portas rumo aos shoppings. Mas muitas outras chegaram, o que acabou por revigorar o perfil da rua.

A Oscar Freire 2.0 se aproxima mais dos consumidores. O novo “mix” de lojas deixa de lado a ostentação e propõe a experiência. É uma rua “normcore”, para citarmos a tendência do momento que nada mais é do que uma volta “ao normal, ao simples”.

Segundo Fernando Fernandes, especialista em varejo e consumo da consultoria Strategy&, a Oscar Freire conseguiu se posicionar com originalidade frente aos novos shoppings de luxo da cidade. “A Oscar Freire se propõe a ser uma situação de compra diferente do que acontece no shopping. Se quer praticidade, vai em shopping. A rua sugere algo mais livre, sem compromisso. E praticidade não pauta, necessariamente, o comércio de luxo. Aproveitar o tempo, se encantar, ter tranquilidade faz mais sentido para os consumidores de luxo”, diz.

Comparável às ruas de luxo ao redor do mundo, como Champs-Élysées e Quinta Avenida, a Oscar Freire ganhou neste ano o prêmio “a melhor experiência de compras do Brasil”, dado no evento BRWEEK 2014, com base em um estudo feito pela consultoria Accenture, organizado pela revista “NoVarejo”.

A vibração vem também dos muitos eventos propostos pelas marcas ali instaladas. Não há um dia que não haja alguma comemoração, festa ou lançamento de coleção. “A rua resgata o prazer de andar ao ar livre, tomar um café, ir a um restaurante. É uma prática comum quando as pessoas viajam, agora querem repetir aqui. Tivemos inúmeros eventos, de exposição de carros antigos a oficinas infantis. Mas a maior repercussão foi o piquenique que fechou parte da rua”, afirma Rosangela Lyra, presidente da Associação dos Lojistas dos Jardins.

Além dos eventos, a rua está propondo novas parcerias e modelos de varejo. É o caso da confeitaria Pati Piva, instalada dentro da nova loja da Le Lis Blanc. Para comemorar os 25 anos da grife, o endereço foi reinaugurado em agosto. São dois andares em 500 m2 que se tornaram um espaço convidativo para eventos e para as consumidoras viverem experiências. Já houve aula de arranjo floral para comemorar lançamento da coleção Casa e de dança marcando a apresentação da linha “fitness”.

A rua será como o SoHo. Há muitas intervenções artísticas começando a acontecer e pessoas vivendo a cidade como cidade”, afirma Waisman.

Matéria publicada no jornal Valor em 17 de dezembro de 2014 por Juliana Mariz

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