CICLO FAVORECE “UPGRADE” DE ESCRITÓRIOS

O algo número de salas comerciais e escritórios corporativos entregues nos últimos anos deu às empresas e aos profissionais liberais que buscam um imóvel um maior poder de barganha para negociar com proprietários.

Um motivo é que a vacância -percentual de escritórios e salas vagas em relação ao total- aumentou.

No segmento de escritórios corporativos (amplos espaços voltados a grandes empresas), os valores pedidos pelos proprietários caíram 14,6% em 2013, para R$ 125 por metro quadrado, segundo pesquisa da consultoria Cushman & Wakefield. Foi o primeiro recuo desde 2006.

“Antes o mercado corporativo era pró-proprietário e agora começa um momento pró-locatário”, diz Walter Cardoso, presidente da empresa de consultoria CB Richard Ellis e um dos vice-presidentes do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).

Além de economia no bolso, as empresas vivem um bom momento para mudar para escritórios novos ou mais bem localizados.

“Com a flexibilização das negociações, este é um excelente momento para as empresas que buscam uma ocupação de maior qualidade”, afirma Raquel Miralles, gerente da consultoria Cushman & Wakefield.

Cardoso aposta que o mercado corporativo deve bater recorde de absorção (quantidade de metros quadrados ocupados) neste ano, conforme ocorreu já em 2013.

A vacância, porém, deve continuar em alta, porque a expansão no número de empreendimentos entregues avança em ritmo mais acelerado que o de novas locações.

SALAS COMERCIAIS

No segmento das salas comerciais, voltadas a pequenas empresas ou profissionais como dentistas e advogados, a oferta avançou também em ritmo elevado.

Os compradores, na maior parte, são investidores que viram nas salas uma oportunidade de garantir renda com aluguel. Só que hoje sobram salas e faltam inquilinos.

Em São Paulo, o número de lançamentos de salas comerciais disparou. Segundo o Secovi-SP, a média anual dos últimos cinco anos é de 5.026 unidades. De 2004 a 2008, era de apenas 1.782.

Como resultado, o estoque passou dos 300 mil metros quadrados de área útil, o que havia acontecido pela última vez no ano 2000, segundo a consultoria CBRE.

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Matéria publicada pelo Jornal Folha de São Paulo.

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