ESPAÇOS CADA VEZ MENORES, COMO OTIMIZAR ATRAVÉS DAS CORES?

Estamos nos habituando a viver em espaços cada vez menores, sinal dos novos tempos.

Mas, será que estamos mesmo nos habituando e nos adequando da melhor maneira? Passamos por essa mudança de paradigma sem equívocos?

É uma pergunta importante a se fazer não só às pessoas fora das áreas especializadas em arquitetura e design, mas principalmente àqueles que vão habitar os espaços.

Por exemplo, nota-se que as construtoras, percebendo o grande nicho que se apresenta, projetam apartamentos com metragens quadradas reduzidas trazendo algumas soluções que dão a ilusão de que a redução foi mínima. Para isso, se projeta mobiliários e equipamentos multifuncionais que se transformam de acordo com as diversas necessidades individuais.

Mas ainda estamos longe de poder dizer que adquirimos um bom know-how a respeito. Você já percebeu que apesar das peças menores (living, quartos) os televisores têm telas cada vez maiores sem levar em conta a pouca distância que temos para assistir e as imagens acabam ficando distorcidas e pixeladas?

Focando agora mais especificamente na minha área de atuação, percebe-se de uma maneira geral que, como a maioria das pessoas é insegura em relação a cores, a opção tem sido de usar os tons claros e neutros. As variações (discretas) pendem para o lado do que ditam as tendências: num ano se vai sutilmente aos cinzas, na temporada seguinte aos rosados, depois aos beges que descendem do marrom.

Poucas vezes se consulta alguém com especialização cromática. Por exemplo: se você tem dor de dente vai ao dentista, não ao médico. Por que, se você quer saber qual a melhor cor para ficar em paz dentro da sua casa, é tão difícil achar um profissional específico para auxiliar? Não é a empresa construtora que saberá fazer essa escolha, isso é certo. Tem de ser um profissional qualificado e expert no assunto.

E quem é ele(a)? Aqui penso que nos aproximamos daquela historinha do Rei Nu. O Rei andava nu e dizia que estava vestido e todo o mundo acreditava no que ele afirmava, mesmo vendo que não estava vestido de fato. Quem pode se certificar que uma pessoa tem expertise cromática? Como um colorista pode provar sua qualificação?

Com certeza, na indústria de tintas e pigmentos isso é possível mensurar e definir. Já à nossa volta, no nosso cotidiano, a realidade é bem diferente. Há um vasto contingente de leigos em cores que se dizem capazes e vão agindo e trabalhando como querem,  sem qualquer análise de pares qualificados.

Entretanto, continuo otimista em relação ao futuro. Penso que cada vez mais haverá um mercado mais exigente e aprimorado que saberá diferenciar quem é o profissional adequado para ser consultado.

Renata Rubim é designer de superfícies e consultora de cores. Autora de “Desenhando a Superfície”, Ed. Rosari – SP colabora com a difusão do design em projetos industriais e educativos. Premiada pelo Idea Brasil em 2009 e IF nos anos de 2012 e 2014 e no Bornancini em 2008. Participação nas Bienais Íbero Americana e Brasileira de Design e treinamento Núcleo de Inteligência Estratégica & Design (NIED) da Siq Marketing.

O NIED é o Laboratório de Ideias focado em empresas que não tem tempo à perder e buscam soluções “inovativas” e criativas para seus negócios em gestão, pesquisa, estratégia, design estratégico, branding, desenvolvimento de produtos, treinamento e relações com o mercado. Saiba mais: www.siqmarketing.com.br

 

 

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Uma resposta a ESPAÇOS CADA VEZ MENORES, COMO OTIMIZAR ATRAVÉS DAS CORES?

  1. João garcial disse:

    Parde disso é culpa da bolha imobiliária, mesmo valor de uma casa de 100m² perto da favela é possível comprar um imóvel de LUXO com 4x + espaço no exterior A Terra Decorações

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