PAPEL, LÁPIS E AZULEJO

Quadradinhos, triângulos, losangos e listras crescem e aparecem ao deixar a prancheta e ganhar as paredes, em painéis de pura geometria

Não se engane pelo jeito de menina: com suas canetinhas e um bom repertório sobre composição e azulejaria, Bruna Albuquerque talvez termine por colorir o mundo. Formada em arquitetura, a paulistana se lançou numa jornada improvável. Nada de erguer paredes sólidas e espaços em 3D. “Na faculdade, fiz um estágio na Turquia e me encantei pela produção da cidade de Izmir, famosa pelos ladrilhos decorados com grafismos e florais”, conta. Reverente também à tradição moderna brasileira, que teve em Athos Bulcão (1918-2008) seu maior expoente, já vinha experimentando a matéria há algum tempo até inaugurar a Lurca Azulejos, em 2010. No estúdio ensolarado, no Alto de Pinheiros, ela risca, rabisca, produz painéis sob encomenda e ainda elabora os itens avulsos. À mostra no local em pilhas multicoloridas, eles seduzem qualquer visitante.

Matéria publicada em Arquitetura e Construção setembro de 2013

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3 respostas a PAPEL, LÁPIS E AZULEJO

  1. Filipe Fontes disse:

    Excelente publicação! Parabéns!

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